A Constituição de um país define as instituições pelas quais o país se governa e estabelece a própria relação entre os cidadãos do país e as estruturas institucionais. Como tal é um documento político fundamental que estabelece os direitos e os deveres dos cidadãos e das instituições do Estado e reflete, também, o contexto e a forma pela qual a sociedade deseja ser governada. O desenho ou a reforma da Constituição pode jogar um papel crucial para o avanço e a sustentabilidade dos sistemas democráticos, assegurando mecanismos adequados para gerir conflitos dentro dos limites da coexistência pacífica e promovendo consensos em torno de valores fundamentais. Trata-se de um processo fundamentalmente político de promoção do interesse comum e não de um processo meramente legalístico (e tecnicamente solitário de especialistas em direito) de harmonização de interesses particulares conflitantes e de curto prazo. Espera-se, contudo, que o desenho ou revisão da Constituição seja o resultado de um debate alargado na sociedade, para que o processo seja legítimo e sirva à causa da estabilidade e da democracia. Como em todo o processo do debate político haverá aqueles com interesses a serem promovidos ou protegidos. É, evidentemente, legítimo e, na verdade, desejável que se encoraja o debate constitucional centrado em visões de longo prazo. É também inevitável que interesses sectoriais e de curto prazo acabem afetando o debate.
07 novembro, 2025
01 novembro, 2025
Semi-presidencialismo, sim!
Após quinze anos de estabelecimento do regime democrático e catorze anos sobre a promulgação da Constituição de 1992, continua-se a verificar manifestações de equívocos na classificação do nosso sistema de governo instituído pela mesma Constituição, o que leva a maiores dificuldades no conhecimento do mesmo e na melhor percepção sobre as potencialidades do seu funcionamento e as suas virtudes. Esses equívocos e dificuldades perpassam sectores importantes da nossa sociedade, desde juristas, intelectuais, políticos, jornalistas e demais fazedores de opinião.
Virtudes e Perigos do Semi-presidencialismo
Dada a desejabilidade normativa da democracia como uma forma de governo, os estudiosos tem dado uma atenção renovada para os arranjos institucionais da democracia como a chave para o entendimento da estabilidade democrática. A atenção tem-se voltado para as virtudes e vícios ou perigos dos sistemas de governo, a partir de uma perspectiva de governabilidade e estabilidade democrática. Sabe-se que qualquer um dos três sistemas de governo democrático apresenta perigos e virtudes, inerentes às suas estruturas organizativas, mas também presentes nos seus modos de funcionamento.
Campanha para Presidência do PAICV em 2025:
Francisco Carvalho com Maior Engajamento no Facebook (Parte II)
Na sequência da postagem anterior sobre o assunto em pauta, apresentamos, aqui, os resultados da continuação das observações das páginas do Facebook dos quatro candidatos à liderança do PAICV no período após 30 de Março, a primeira data marcada para as eleições internas do partido. Como se sabe a eleição foi suspensa pelo Tribunal Constitucional (TC), numa decisão emitida no dia 28 de Março, na sequência de um pedido de impugnação da candidatura do Francisco Carvalho feito, junto desse Tribunal, por Jorge Lopes, que é militante, desempenhando as funções de Secretário-Geral Adjunto e gestor da base de dados do partido. Após 33 dias, o TC decidiu, no dia 30 de Abril, pela não impugnação, considerando improcedente o pedido feito por Jorge Lopes, mantendo, assim, válida a candidatura de Francisco Carvalho. Depois da decisão do TC, o Conselho Nacional do PAICV realizou uma reunião no dia 11 de Maio, durante a qual remarcou as eleições internas para o dia 25 de Maio.
Campanha para Presidência do PAICV em 2025:
Francisco Carvalho com Maior Engajamento no Facebook
O candidato às eleições internas para a Presidência do PAICV, Francisco Carvalho, é o político que incitou maior engajamento do público no Facebook. O OBEPE no Facebook, observou as páginas dos quatro candidatos à liderança do PAICV, para as eleições que tinham sido marcadas, inicialmente, para o dia 30 de Março, mas, posteriormente, adiadas para o dia 25 de Maio. A observação foi feita sobre a página do Facebook Oficial de cada candidato, em função da sequência da ordem do anúncio público das candidaturas, nomeadamente: Francisco Carvalho Cabo Verde, Nuias Silva 2025, Francisco Pereira 2025 e Jorge Spencer Lima "Scapa".
Fraudes Eleitorais Ensombram Democracias Africanas
As eleições em África constituem apenas uma leve sombra da democracia? Apenas uma sombra do que deveria ser um processo justo que conduziria aos passos seguros para se construir uma democracia real, verdadeira, com a observância efetiva de regras em todas as suas vertentes?! Ou as eleições em África, pelos seus processos complicados, eivados de intransparências, fraudes processuais, financeiros e administrativos diversas, constituem ameaças reais para a construção e materialização de uma sonhada democracia nos diversos países do continente? Por aquilo que temos vindo a testemunhar essas duas perguntas vão na mesma direção e são válidas e pertinentes. São perguntas antigas que encontram eco no texto do professor nigeriano Said Adejumobi, que ilustramos abaixo neste post.
Alerta de Possível Apagão Informacional?! Uma Nova Polémica no Processo Eleitoral Envolvendo o NOSI!
Nas vésperas das eleições autárquicas de 2024, foi denunciado e constatado a participação do presidente do NOSI nas atividades de campan...


